sexta-feira, fevereiro 24, 2006

o carnaval

fomos a um CC onde ele viu um fato de indio e apaixonou-se, para falar a verdade também me apaixonei. comprei-lhe e lá se foi a ideia de mascarar o puto de punk :/
aquilo foi um espctáculo, de casa ao infantário sempre com a mão na boca a fazer uh uh uh uh uh uh uh uh... e ao vir a mesma coisa. e meio mundo a olhar!
mas estava tão lindo o meu indiozito com aquela pena na cabeça, liiiindoooo!
próxima terça-feira vou eu, mãe-india, mais o pai-indio, com o indiozito para a rua, e vamos todos fazer uh uh uh uhuh .... estou doida só pode! :D

esta ausência deve-se

a muito trabalho e sobretudo a um menino doente! :\

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

a crescer

estás tão lindo... tão grande. mas tens cara de bebé, simplesmente porque eu ainda não tive coragem de te cortar esse cabelinho lindo. vou cortando aos pouquinhos as pontas... mas cortar curtinho não sou capaz. adoro essas ondinhas douradas que faz atrás, e essa franjinha na testa, faz-te bebé.
adoro quando acordas de manhã, com o cabelo todo em pé, despenteado. o papá está sempre a pedir, mas eu não te vou cortar essa gadelha, ficas tão lindo! e ainda bem que tu concordas:)

não leves a mal, filho, mas a mãe é assim, quer que cresças devagar...

numa semana

*gastroentrite
*febre e nariz a pingar
*tosse

não foi ao infatário. não fui trabalhar.

nunca mais é Verão!

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

pronto

'tá decidido.

o rapaz vai de punk!

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

perguntas complicadas II

infelizmente, a minha avó e bisavó do Miguel faleceu hoje.
pela primeira vez na vida do Miguel, alguém que lhe é próximo morre...ora então cá está outra vez o assunto da morte.
começo por dizer-lhe que a avózinha foi embora, para o céu. -a vó morreu? -sim, foi para o céu. insisto. -e quando volta?
foi aqui que percebi que afinal ele não tem bem a noção deste tema. que não tem a noção de que a pessoa que morre, não volta mais. então disse-lhe, que ela para aqui não volta, mas que um dia mais tarde vamos nós ter com ela ao céu.
tenho noção de que estas questões confundem a cabeça de um menino de dois anos e nove meses, mas também não acho que o mais correcto seja fugir ao assunto e não responder. é pequenino demais para perceber que quando alguém morre já não volta mais, já não vai ver mais.
normalmente ele não insiste no mesmo assunto, contenta-se bem só com uma resposta, por enquanto...sei que quanto mais cresce mais perguntas vai fazer e nem sempre a primeira resposta o vai convencer.

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

tempo

nunca em toda a minha vida tinha visto o tempo passar tão depressa. até a gravidez, para mim, passou a correr (bom, os últimos meses mais lentamente mas é normal). mas não tanto como o tempo tem corrido desde que ele nasceu.
aquela fase da fragilidade de recém-nascido dura dias, em pouco mais de um mês já não tem aquele aspecto de bebé 100% indefeso, pequenino, sensível, com os olhos meio abertos, meio fechados. esta fase é a mais pequena, até agora, depressa sentimos saudades daquele serzinho acabado de sair da barriga. depois vem a fase das descobertas, das coisas novas, do comer sólidos, dobrar o riso, bater palminhas... fase díficil essa, para nós. dificuldade em adaptar-se a papas e sopas foi algo terrível. chegámos ao ponto de dar a sopa pelo biberão. aquela imbirração dele com a colher deu-nos dores de cabeça... mas passou.
depois a fase do gatinhar, levantar sozinho apoiado... esta fase foi o alerta vermelho de que tinhamos em casa um belo terrorista. ganhou o vicio de levantar-se apoiado em mesas, sofás, cadeiras, e atirando tudo ao chão. gatinhava a 1000 à hora, parecia ter rodas nas mãos e nos joelhos!
como gatinhou aos 10 meses, esta fase durou pouco tempo, aos 12 ele já andava.
tinha passado UM ano e eu nem queria acreditar. o tempo passou rápido demais! havia a sensação de que falatava ainda ver mais coisas, mais descobertas, o tempo passou, sem dúvida alguma, rápido demais.
o mesmo acontece do 1º ao 2º ano, mas confesso que não tão rápidamente, talvez, por haverem mais descobertas ainda. a descoberta das palavras, é infinita. todos os dias poderiamos contar com algo novo, falador que ele era (e é)!
mais um passo para a indepêndencia: deixar as fraldas. deixou-as em Março a um mês de fazer 2 anos. muitos xixis no chão, nas paredes, e na cama. muitas idas ao bacio que o deixavam irritado! muitas palmas quando lá deixava "qualquer coisa".
estava a completar DOIS ANOS. não pode ser! é muito em tão pouco, cresceu rápido!
onde estava o meu bebé?
o meu bebé agora come sozinho, faz xixi e cocó sozinho, fala pelos cotovêlos, gosta da liberdade e mostra a necessidade da indepêndencia.
é meiguinho e gosta de beijinhos e abraços, dar e receber. ainda gosta de adormecer no meu colo sobre o meu peito, a mexer nos meus cabelos. ainda bem! ainda bem que ainda tenho um bocadinho do meu bebé...
esta fase, dos dois anos para cima, até agora é, para mim, a melhor de todas! simplesmente porque pela primeira vez estou a sentir o tempo a passar mais devagar... talvez porque ele já não cresça tão rapidamente... não sei porquê, mas mesmo assim ele vai descobrindo mais de dia para dia, mesmo assim eu noto que cresce, mesmo assim eu vejo-o ficar homenzinho, mas mesmo assim, eu estou a gostar desta fase (também gostei das outras, claro, simplesmente sinto que esta dá para aproveitar bem)!
o tempo agora parece andar mais devagar... e ainda bem.


digam-me, com o 2º filho também é assim? o tempo também passa a correr?

domingo, fevereiro 05, 2006

adoro

quando alguém lhe pergunta -tens namorada? quem é?
e ele responde sempre convicto - sim, é a mãe!

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

mais um mês, mais espera / carnaval

pois é ali em cima a barra diz que o senhor vermelho já devia estar a ir embora mas a verdade é que ele ainda agora chegou... mais um mês... o 10º DÉCIMO! e os tão temíveis 12 meses (UM ANO!) cada vez a aproximarem-se mais... a última coisa que eu queria era ter de recorrer a tratamentos... mas estou a ver que é por esse caminho que vou ter de ir. mas não vou desistir, apesar de já ter um filho vou lutar por este 2º filho sempre!
o que vale é que o meu menino ajuda-me a esquecer um bocadinho a ansiedade... agora andámos numa de escolher o fato de carnaval.
o meu marido sugeriu o Noddy mas eu sinceramente não queria, não porque não gosto, adoro-o, mas porque acho que o que mais se vai ver neste carnaval vão ser Noddys... e não só nos pequenos, vejam só que o meu cunhado vai vestido de Noddy!! E eu tenho medo de sair à rua com o meu Noddy e com tantos Noddys vir de lá com outro Noddy (risos).
e como quero uma coisa que se "veja" ou seja original, porque vão ser tantos Noddys nas ruas, nos centros comerciais, que as pessoas cadavez que virem um vai acabar por perder a piada... eu como sou uma mãe babada quero um fato que "dê nas vistas"... por isso, ando numa de põr a imaginação a trabalhar e já pensei em:

-golfinho
-morango
-gnomo
-anjo
-coração
-pinguim
- sol

e a sugestão do pai é uma, esta e mais nenhuma:

hippie ou punk

(ainda estou a pensar seriamente nestas duas últimas, se calhar...)

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

perguntas complicadas

outro dia o Miguel saiu-se com esta:

- mãe vais morrer?

quando me deparo com perguntas deste género, a minha cabeça tem apenas uns 5 segundos para pensar o que responder e então eis que surge uma resposta (não sei se a melhor, mas penso que a mais lógica para a idade dele)

- só daqui a muitos muitos anos quando já todos formos velhinhos.

penso que a morte é daqueles temas dificeis de falar com as crianças, ainda por cima ainda tão pequenino... é normal que já tenha ouvido falar na morte, e também é normal que pergunte. depois da minha resposta ele não disse nada, apenas calou. se bem o conheço, até pode ter ficado convencido mas ainda vai abordar muitas mais vezes este tema... e a minha resposta será sempre a mesma.
e pensar que esta (e outras tantas perguntas) ainda são as primeiras de muitas, e isto ainda é o iniciio daquela fase da descoberta, dos porquês que vai para lá dos 6 anos de idade... e é mesmo assim, eles têm de descobrir o mundo de alguma forma... e está no seu direito perguntar a quem já sabe mais... mas que por vezes ainda engole a seco e respira fundo com determinada pergunta...

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